Deixe a luz passar!

Deixe a luz passar!
Fiat lux!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Luz e silêncio!

Imagem: http://blog.tui.ua/ice-cave/

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Zé Tal: O mistério do 14 Bis!!!

Zé Tal: O mistério do 14 Bis!!!

O mistério do 14 Bis!!!


Um sábado qualquer de minha existência. Mas, um sábado do qual sempre me lembro.
Terminadas as aulas no Ginásio Municipal - tínhamos aulas até aos sábados pela manhã -, nos reunimos como sempre e procuramos saber qual era a boa para o dia, melhor, para a noite. O Gilmar, parceiro desde os tempos do segundo ano primário - era assim que contávamos as séries naquele tempo -, me adiantou que um conhecido estaria se casando e haveria uma comemoração à noite, na casa da noiva.
Isso era tudo o que precisávamos saber. Uma festa de casamento. O sábado prometia: muitas garotas, talvez uma cerveja e batidinhas. O mais importante era chegar com o convidado, pois afinal ele era o passaporte para a entrada. Depois de muitas perguntas e orientações sobre onde seria e a que horas deveríamos nos encontrar para prosseguirmos juntos, cheguei à conclusão que acertaria chegar lá, caso houvesse desencontro.
Cheguei em casa, almocei e desci para encontrar outro parceiro de aventuras mil: o Valdir. Anunciado o programa para aquela noite e alguma conversa sobre como poderíamos nos dar bem, nos despedimos e cada um tratou de se organizar para o casório do sábado à noite.
A noite caiu acompanhada de uma chuva fina. Isso era mau. Naquela época não havia asfalto em Duque de Caxias, como há hoje. Era muita lama, bastava uma garoazinha e lá estávamos todos em apuros, particularmente em relação ao binômio sábado/festa.
Bem, o fato que quero contar começa aqui. Eu morava numa encosta de morro que tinha um outro à frente determinando um vale, cuja região era totalmente ocupada por moradias. Nossa casa era alugada e ficava nos fundos e acima da residência do proprietário, “Seu” Altivo, o que nos propiciava uma vista privilegiada do lugar. Da varanda de casa ou do muro sobre o barranco podíamos assistir às aproximações das aeronaves em pouso no Aeroporto do Galeão, o que me impressionava muito. Mas, nesse dia, não se via qualquer aproximação, porque, hoje sei, o teto estava muito baixo devido à tal chuva e à camada de nuvens stratus que cobria o morro em frente até quase à altura dos postes de iluminação pública. Foi nesse cenário que vi algo do qual nunca me esqueci e acho mesmo que nunca vou me esquecer.


Quando comecei a descer as escadas para passar por trás da casa do “Seu” Altivo e acessar a rua, vi algo que me chamou a atenção, sem me alarmar – hoje talvez entrasse em pânico com aquela visão-, caso voltasse a vê-lo em condições parecidas. Vi, acreditem ou não, o 14 Bis voando abaixo da camada de nuvens e no sentido oposto ao da aproximação dos aviões que pousavam no Galeão e sem emitir qualquer ruído. Achei curioso e só. Ao ganhar a rua, parei na calçada que era bem alta, quase no plano do terreno, mais ou menos um metro de altura, e ali permaneci até quando o 14 Bis desapareceu.
Caminhei uns cinqüenta metros até chegar na casa do Valdir e o chamei. Ao lado morava a Regina, irmã de outro amigo, o Paulinho “Cesária”, apelido maldoso que ganhou devido à enorme cicatriz que ostentava no abdome, fruto de uma cirurgia não sei de quê. Comentei com ela o ocorrido enquanto aguardava o amigo. Ela, naturalmente, não acreditou e ainda fez alguma chacota. Contei ao Valdir que só riu, como de praxe e seguimos em busca da festa.
Não encontramos o Gilmar, amassamos todo o barro que alguém poderia amassar numa situação semelhante e, para nossa decepção, não encontramos a tão desejada festa. Pelo que o Gilmar disse no dia seguinte, passamos várias vezes próximo ao local e não o identificamos.
Hoje, com meus cinqüenta e dois anos, ainda me pergunto o que teria sido aquela visão do 14 Bis.
Ah, uma pequena coincidência da qual não posso esquecer de comentar, a rua em que morava no número 137 chama-se até hoje Santos Dumont.
A despeito das possíveis hipóteses, eu não consumia substâncias alucinógenas; é bom dizer.

Imagem obtida de: http://www.google.com.br/imgres?q=14+bis&hl=pt-BR&biw=1280&bih=890&gbv=2&tbm=isch&tbnid=vaLnyXdd2u_22M:&imgrefurl=http://www.photoshoptotal.com.br/papel-de-parede/1154/santos_dumont_14_bis&docid=ogfgtH2TIHIeUM&w=561&h=421&ei=sbpuTpf4BcO2tweqis2NCg&zoom=1&iact=rc&dur=776&page=8&tbnh=131&tbnw=172&start=210&ndsp=30&ved=1t:429,r:29,s:210&tx=115&ty=81

domingo, 11 de setembro de 2011

Depois da chuva...!!!


A chuva chegou, tirou a poeira de nossas caras e casas, lavou tudo e todos, renovou a esperança e a memória adormecidas, trará logo o verde aos olhares, fará brotar vida por todo canto.
Vida a voar, a nadar, a verdejar.
Hoje mesmo os sabiás laranjeiras cantavam anunciando sua disposição em continuar essa ciranda da vida.
O casal de canários da terra que elegeram como lar sazonal um bambu gigante que temos pendurado na varanda, já chegou pela terceira temporada, apesar do Sushi, nosso gato preguiçoso e comilão.
E eu... bem, eu estou incluído nesse processo vital, ora como ator, ora como observador atento.
Aliás, os Ipês já haviam anunciado tudo isso.

domingo, 15 de maio de 2011

Escola para quê: Viver, aprender, para uma vida melhor? Não desse jeito!

A escola deixa de ser o divisor de águas entre a língua formal e a informal – de sobrevivência imediata, das ruas. Agora vale tudo ou quase tudo.
Eu estou muito confuso com a posição do Ministério da Educação ao adotar um livro, portanto é uma postura formal do Estado, em cujas páginas encontra-se a frase: “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”.
Bem, pelo que argumentou uma das autoras do livro, Heloísa Ramos, a idéia é substituir o conceito de incorreto e correto por uso adequado e inadequado da língua e que, também, não se aprende o português culto decorando regras ou procurando o significado de palavras no dicionário. Jogo estúpido de palavras, esse utilizado por ela, que ao meu ver é muito inteligente, pois, retoricamente, quer igualar uma coisa a outra, porém só até o início futuro da competição pela vida.
Nesse momento eu já estou mesmo é perdido, senão vejamos: se as formas de se aprender a língua culta não passarem, também,por decorar regras e procurar palavras no dicionário, certamente não será lendo o que ela, como co-autora do livro, considerou certo. Se o que escreveram não trouxer mais confusão a quem está começando a se preparar para a vida profissional, seja ela qual for, então acredito que esteja na hora de se rever a necessidade de se ir à escola, passar por todo tipo de experiência construtiva da identidade de um povo - a língua é um dos itens – em um ambiente psicossocial nem sempre dos mais favoráveis por diversos motivos: despreparo de quem tem o dever de ensinar, “bullying”, dos pais, dos auxiliares do processo educativo, da cultura e agora do Estado que assume sua postura alienante do povo, alvo principal dessa função do Estado, seja ela delegada ou não. Será perda de tempo.
Claro, quando esses jovens forem para o mercado de trabalho, encontrarão competidores - os filhos dessa gente - muito bem formados em escolas tradicionais dentro ou fora do país, nas quais jamais foram ou serão admitidas formas alternativas de linguagem escrita, formalizadas com argumentos duvidosos.
Eu realmente devo estar perdendo algo na compreensão dessa nova era. O Ronaldinho gaúcho, de quem sou fã, foi agraciado com a Medalha Machado de Assis. É verdade. Todos já sabem, saiu em todos os meios de comunicação. Alguém saberia dizer o porquê? Não creio.
Será um pesadelo desses em que nós não sabemos se estamos dormindo ou acordados? Espero que sim, um pesadelo. Saberei em que situação me encontro ao me deparar com um possível comentário sobre esta postagem.
O que fazer para mudar a realidade perversa que começa a se apresentar? Saberemos logo, é só esperar para ver. Eu não sei se quero ficar. 
Querem assistir à reportagem? Acessem o link abaixo:  
http://www.youtube.com/watch?v=OnpTjvGoBPo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Buuuuuuuuuuuuu!!!

            Descobri 
                                                                                  que
                                                     fantasmas 
                                    são pessoas vivas,
                                                       mas que
           pensam estar mortas,
                                                                    e não
                                                                                                        pessoas mortas
                                                           que
                  pensam estar vivas, 
                                                                                 por isso,
                                                    assombram
                        tanto
                                            os vivos.