
O amor
estava solto e passeava pelo ar.
Eu nem sequer sabia que ele tinha esse poder.
Mas tem.
Eu nem sequer sabia que ele tinha esse poder.
Mas tem.
Primeiro
senti seu cheiro; mesmo sem saber de onde, senti.
Deslizou
suave por meus neurônios, atacou minhas sinapses.
Penetrou
fundo no meu ser.
Senti seu
sabor indefinido. Amorfo? Definitivamente, não.
Depois eu
o vi.
Não sei
como, mas vi nitidamente.
Atingiu o ponto mais escondido de minha vontade e me fez cativo.
Algo mudou em mim, não sei bem o quê, mas mudou.
Atingiu o ponto mais escondido de minha vontade e me fez cativo.
Algo mudou em mim, não sei bem o quê, mas mudou.
Agora já
sinto a presença do que me despertou a alma.
A
consciência de que a vida está além de mim, apesar de mim.
Descuido, talvez, dos sentidos alerta.
Ensinados a saber o óbvio, bem treinados na arte do esquecer, do não sentir despreocupado.
Descuido, talvez, dos sentidos alerta.
Ensinados a saber o óbvio, bem treinados na arte do esquecer, do não sentir despreocupado.
Onde
estava meu instinto,
Químico
amor?
Atacou
minha juventude sem piedade, com crueldade até.
E depois
com crueldade maior ainda me deixar sem chão, sem rumo, céu sem estrelas, sem
farol, nau desgovernada de encontro aos rochedos.
Tempestade
tropical, ciclones caribenhos a arrebatar o que sobrou de mim, dessa memória.
Misto de
ódio e bálsamo que alivia e atormenta.
E o que
eu faço com todo esse amor aprendido e apreendido,
Tão
suavemente imposto?
Será que
ele não sabe de que matéria sou feito?
Esse tal
amor é estranho mesmo.
Começo a
pensar que, amor personificado, não tem sentimento.
Ora, que
paradoxo é esse?
É a
essência.
É a vida real em choque com a idealizada.
Talvez unilateral. Talvez desiludida.
Talvez só a vida, sem limites ou conceitos e menos ainda preconceitos.
Sem qualquer antítese programada.
Sem amarras ou correntes para serem arrastadas em noite de lua cheia, assombrando os ainda não iniciados.
Um vício psicossomático sem cura. Graças!
Doce, salgado, amaro amor?
...ahhh
ResponderExcluirpintastes o amor como o vilão
da história, e não o é!!!
amor é paz e calmaria.
é chuva de primevera,
é onda quebrando nos pés,
é noite de lua cheia,
é canto de passarinhos,
é campo de girasóis
é o beijo da pessoa amada,
é o 'te amo' num olhar...
smackssss procê!
Meu amigo o amor nos pega de súbto.
ResponderExcluirBelo texto. Abraço
O dia que descobrirem tudo sobre o amor, ele perde a magia..
ResponderExcluirEnquando isso ficamos a divagar e a refletir sobre o assunto..
Bjo..gostei daqui.. ;)
Oie!
ResponderExcluirQue bom saber que vc gostou do meu blog!Euxzyhgu tbm adorei o seu e do modo que escreve, vc está nos meus preferidos tbm viu!
Mas o amor, pode ter tantos gostos... Pode ser doce como mel no início, amargo como limão na decepção, e agridoce na recuperação do mesmo amor!
O amor é mais para ser sentido, vivido, apreciado,consumado!
O gosto é um bônus!hahahaha
bjuss
"Um vício psicossomático sem cura. Graças!"
ResponderExcluirGraças....precisamos acreditar em algo.
Dou graças!
até...
Estou aqui. 4h da manhã. Isso lá são horas de visita. rsrsr
ResponderExcluirVim do blog da Quase Trinta. Já estive aqui. Nem lembro se comentei. Volto por causa do seu comentário lá,muito bom.
Que sabor tem o amor? Fiquei pensando. Depende né?
Seu texto está excelente.
Gostei de "um vicio psicossomático sem cura.Graças!"
Aproveitei o silêncio da madrugada e interno para olhar os slides.
abraços
Mil perdões. Além de já ter estado aqui, você ainda me cita num texto. Mas estou tão inteira te lendo agora, nessa madrugada calma, que mereço perdão. Pode crer.
ResponderExcluirbeijos
(vc não pensa em tirar essas letrinhas?)
'Agora já sinto a presença do que me despertou a alma.'
ResponderExcluirJosé, o amor é indefinido. Sei porque sinto, vejo, é quase palpável, mas ainda não sei dizer o que é, como é. E essa é a mágica!
Gostei muito, muito mesmo do seu texto. E a frase que destaquei aí em cima foi a com que mais me identifiquei. Ah, não há muito o que dizer ... O sentimento sempre deixa a gente sem palavras. E tudo que sai, soa clichê. Graças! - como escreveu no seu texto.
Bonito, agradável o seu espaço. Obrigada pela visita e pelas palavras! Volto logo, logo.
Abraço!
Como assim esse texto é pra mim???
ResponderExcluirUau, que honra, muito obrigada.
O amor sempre tão lindo e tão contraditorio
Hoje que vi o inseto na flor.
ResponderExcluirbjs
Ah! Falar do amor é sempre bom demais né? Esse mistério que ele carrega, essa leveza que ele proporciona, esse frio na barriga só dele... Falar de amor, ler o amor, viver o amor... É missão nossa! Missão de todos nós!
ResponderExcluirFico com "memória" de Drummond, que vem a minha mente toda vez que o amor chega perto:
"Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão."
Beijo!
Olá meu caro colega.
ResponderExcluirO amor é a paz de espírito que tanto almejamos.
è a luz que faz iluminar nossa alma.
È o combustão da vida.
È o dizer olho no olho "TE AMO".
È o complemento, que falta a nossos dias.
Enfim,Traduzir o amor:
Uma benção de deus, pureza, luz calor , e complemento.
Beijos amigo.
Regina Coeli.
Meu amigo cronista e poeta, te ofereço o meu selo Pier, está lá no meu blog, se vc aceitar é lógico. Abraço
ResponderExcluirNossa, Zé
ResponderExcluirQue trem doido é esse?
Apesar de tudo, o AMOR é uma delicia.
beijo paulista no seu dente de leite kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk