
O
silêncio!!!
Lá fora tudo parecia perder a existência. O ar não se movia, estava denso e parado. Mas de uma maneira que eu jamais tinha notado. Era estranho mesmo. A luz do poste era sem intensidade, quase sumindo, como se algo ou alguém a sugasse lentamente, se alimentando dela na noite que adentrava ao dia.
Lá fora tudo parecia perder a existência. O ar não se movia, estava denso e parado. Mas de uma maneira que eu jamais tinha notado. Era estranho mesmo. A luz do poste era sem intensidade, quase sumindo, como se algo ou alguém a sugasse lentamente, se alimentando dela na noite que adentrava ao dia.
Mesmo sem
saber o que estava acontecendo, intuí que não era comum. Afinal, a vida se
esvaía das coisas simples e pouco notadas no dia-a-dia. Abri a porta procurando
as pessoas que toda noite se reuniam em baixo da monguba para suas conversas
barulhentas, próprias dos jovens e despreocupados. Eles não estavam lá. Fiquei
divagando em idéias sem pé nem cabeça, até me deparar com a cena mais
fantástica de minha vida.
Uma luz
laranja passeava subindo por entre as árvores e piscava em uma freqüência que
incomodava os olhos. Por trás da mangueira surgiu um vulto grande no céu. Uma
sombra enorme e acompanhada de pequenos ruídos semelhantes a silvos de cigarra,
só que eram mais agudos, limpos e breves, quase imperceptíveis, mas
sincronizados com a luz. Tentei melhorar a visão pondo meus óculos, o que não
adiantou. A visão do objeto era a mesma. Eu estava a aproximadamente uns cem
metros de distância, quando notei que a forma da “sombra” era piramidal de base
e teto quadrangulares, totalmente transparente. Faltava o ápice. Vi que
movimentava-se lentamente e em círculos incompletos, girando ora para a
direita, ora para a esquerda em seu eixo longitudinal, alternadamente.
Quis me
esconder com medo, mas não tive tempo e julguei não ser necessário, pois a luz
que estava sendo sugada, apagou-se e uma escuridão se fez no bairro inteiro,
pois não via nada além das estrelas que pontilhavam o céu. Curiosamente eu
continuava vendo a “sombra” e através dela as estrelas. Cruzou toda a extensão
da rua. Calculei que tivesse uns duzentos metros. Cada quadra tem dez lotes de
vinte metros de frente, logo.... Ela ocupava a quadra inteira e depois da
terceira quadra não mais a vi.
Procurei com os olhos mais uma vez a presença de mais alguém na vizinhança e nada. Não encontrei viva alma. Então, silenciosamente, voltei a fotografar as flores da noite.
Procurei com os olhos mais uma vez a presença de mais alguém na vizinhança e nada. Não encontrei viva alma. Então, silenciosamente, voltei a fotografar as flores da noite.
Serio??
ResponderExcluirFiquei preocupada e me arrepiou tudo. Tenho tanta curiosidade pra ver e não vejo, nao sei se teria medo, mas que ficaria parada ficaria.
Bjos.. ficou tao no ar a história.. mais detalhes ou nao?
Oi Zé,
ResponderExcluirCaraca!!!!! Que experiência hein!!
Nossa, não teve medo???? Deve ter sido uma mistura de medo e curiosodade né? Pelo menos é o que eu sentiria! hahahaha
bjus
...por quantos e quantos caminhos
ResponderExcluirnosso pensamento pode vagar?
quantas 'flores' podemos fotografar
nas madrugadas silenciosas?
quantas estrelas 'falam' ao nosso
sentido, enquanto a humanidade
descansa?
até onde podemos ir,
quando sabemos traçar
a rota?
podemos tudo nesta vida?
muahhhhh
Um experiência, ou um sentimento, escrito de uma forma que não sei o que dizer.
ResponderExcluirMas se fotografou flores e se sentiu leve, passa ter sido um momento bom.
abraços
Boa história, e além da história, a poesia. Leitura saborosa.
ResponderExcluirUm abraço.
Ih Zé o que será isso? Coisas estranhas que a gente vê e nunca vamos saber o que é. É melhor deixar quieto. Belo conto! Abraço
ResponderExcluirA verdade está lá fora. Já dizia Hollywood!
ResponderExcluirAgora... Com uma experiência assim, nunca que ia ficar para ver flores em jardim!
Até... Gostei do conto!
Como disse antes, Zé, pilotos e controladores de tráfego aéreo têm muitas histórias para contar.
ResponderExcluirDesculpe a ausência, mas nas últimas semanas trabalho de modo triplicado. Na próxima encarnação serei odontólogo.
Passei pra desejar-lhe um Feliz Natal.
Oi, Zé
ResponderExcluirContinuo sem net, estou morrendo de saudades de visitar os blogs dos amigos.
Adorei seu texto. Parabéns!
Sei que seu Natal será maravilhoso e, sei também, que Deus já lhe preparou muitas bençãos para 2009.
um grande beijo
de sua amiga paulista
O mundo está em suas mãos.
ResponderExcluirTenha coragem e determinação
para transformar momentos difíceis
em grandes desafios,
buscando na solidariedade
um passo para dias melhores.
Neste Natal, que o grande potencial
da humanidade revele-se
em cada um de nós
para o início de um novo ano.
Feliz Natal e Próspero Ano Novo!
...Zé meu lindo amigo,
ResponderExcluirNatal é renascimento,
é confraternização,
é solidariedade,
é sensibilidade
diante do Mestre Jesus,
esta luz que nos guia
para as realizações
de todos nossos desejos
e sonhos.
Que assim seja!!!
Tenha um Feliz Natal junto a todos
que amas!